Diretoria nacional move ação contra casal por produção de vestuário. E isto não é tudo…

A diretoria nacional dos escoteiros resolveu mover uma ação contra um casal do Paraná que estava produzindo o vestuário por conta própria. Por meio de seu departamento jurídico, a diretoria pede, em tutela antecipada, que o réu se abstenha de comercializar qualquer roupa, alegando que a instituição é a única que pode produzir este tipo de insumo, além de ser a única que pode autorizar a prática do escotismo no país.

O juiz do caso negou a demanda dos Escoteiros do Brasil nos seguintes termos:

O argumento [apresentado pela autora], contudo, contraria o art. 170, “caput”, e inciso IV, da Constituição Federal de 1988, que consagram os princípios da livre iniciativa e concorrência.

Assim, não é porque a Autora é a representante nacional dos escoteiros e detém exclusividade no uso de uniformes e símbolos escoteiros que também detém a exclusividade na confecção de vestuário escoteiro.

A decisão acima está no rodapé deste artigo e vocês podem acompanhar o andamento pelo número que aparece no documento.

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Escotismo – por que não devemos adotar o sistema de competências? Parte I.

Este blog completou 10 anos em novembro de 2019. Os grandes intervalos entre as últimas publicações foram dedicados à formação acadêmica e profissional… e algum que outro assunto que toma conta desta vida mundana que todos nós temos.

Quanto aos estudos, o autor deste espaço publicou um artigo fora do círculo escoteiro, e nele foi problematizado o programa e ONG “Escola sem Partido”. Para ilustrar este trabalho, também foi abordado o sistema de competências na educação brasileira, que teve seu embrião fecundado nos anos 90, mas acabou sendo formatado com a Reforma do Ensino Médio no governo Temer (PMDB).

Esta reforma acentuou o pacote de destruição do ensino público, e o escotismo no Brasil não apenas ignorou o que ela supõe para a juventude, mas se baseou em seus pontos centrais para estabelecer a nova metodologia de formação para adultos.

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Programa “Escola sem Partido” dentro do escotismo.

Infelizmente, e uma vez mais, existem páginas que andam propagandeando dentro do escotismo um novo mote para o nefasto “Escola sem Partido”, sob o disfarce de bom-mocismo e de regurgitar regras. A crença é que o movimento deve ser “neutro”, um ideário não só medíocre, mas perigoso. O perigo é que, baixo o discurso fácil de neutralidade, o próprio Escola sem Partido não era neutro, tinha partido e levantava sua própria bandeira ideológica enquanto apontava o dedo aos demais setores da sociedade. E é isso o que fazem muitas páginas de escotismo.

 
Historicamente, as considerações e discussões sobre uma neutralidade na educação formal e não-formal não são novas. Aristóteles afirmava que “todos nós somos políticos por natureza”, explicando nossa natureza de viver em sociedade que precisa tanto de algo como do outro – nada muito diferente do escotismo. Esta relação, explica ele, faz com que pratiquemos necessariamente o que chamou de “política”. O ideal de neutralidade, diante desta concepção, é algo inalcançável na sociedade moderna…e também no movimento escoteiro.

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Divulgação de documento volta a complicar a situação do escotismo

Ontem (1/8), este blog recebeu um novo documento que altera por terceira vez a contagem de votos para a eleição da próxima Diretoria Executiva Nacional (DEN). Além disso, este espaço também foi avisado que membros do CAN e integrantes de umas das chapas que concorrem à DEN estudam medidas disciplinares contra o blog e contra aqueles que “vazaram documentos”. Diante disso, passo a redigir algumas considerações, começando pelo documento recebido ontem, na data comemorativa do Acampamento de Brownsea.

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Membros do CAN fazem manifesto contra a DEN.

Seis membros do Conselho de Administração Nacional (CAN) apresentaram, no dia 22/3, um manifesto contra a Diretoria Executiva Nacional (DEN). No documento, os conselheiros fazem uma lista de infrações que a DEN supostamente cometeu e pedem a adequação da diretoria aos pontos elencados no prazo de 30 dias sob risco de ser exonerada.

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