Diretoria nacional move ação contra casal por produção de vestuário. E isto não é tudo…

A diretoria nacional dos escoteiros resolveu mover uma ação contra um casal do Paraná que estava produzindo o vestuário por conta própria. Por meio de seu departamento jurídico, a diretoria pede, em tutela antecipada, que o réu se abstenha de comercializar qualquer roupa, alegando que a instituição é a única que pode produzir este tipo de insumo, além de ser a única que pode autorizar a prática do escotismo no país.

O juiz do caso negou a demanda dos Escoteiros do Brasil nos seguintes termos:

O argumento [apresentado pela autora], contudo, contraria o art. 170, “caput”, e inciso IV, da Constituição Federal de 1988, que consagram os princípios da livre iniciativa e concorrência.

Assim, não é porque a Autora é a representante nacional dos escoteiros e detém exclusividade no uso de uniformes e símbolos escoteiros que também detém a exclusividade na confecção de vestuário escoteiro.

A decisão acima está no rodapé deste artigo e vocês podem acompanhar o andamento pelo número que aparece no documento.

Continuar lendo “Diretoria nacional move ação contra casal por produção de vestuário. E isto não é tudo…”

Cúpula da UEB participa de live com deputado federal. E daí?

No dia 9 de novembro, o diretor-presidente da UEB, Rafael Macedo, participou de uma live com o deputado federal goiano, Major Vitor Hugo (PSL). Com o tema “escotismo”, o evento também contou com as participações da diretora-presidente do Conselho de Administração Nacional, Isabelly Castro, e do diretor de métodos educativos, Celso Menezes. Todos eles representando a UEB – “Escoteiros do Brasil” no encontro.

Continuar lendo “Cúpula da UEB participa de live com deputado federal. E daí?”

Escotismo – Por que os movimentos de jovens incomodam tanto?

Nestes dias, passei o olho por três textos que circularam na internet escoteira. O primeiro deles, que faço questão de compartilhar no rodapé deste artigo, perguntava aos leitores se eles haviam notado a mudança do escotismo em direção a algo mais prático em relação à sociedade e aos problemas que dela aparecem. O autor questiona, ainda dentro deste importante tema, se não seria também importante manter a simplicidade do escotismo ao mesmo tempo em que poderíamos nos ocupar com questões maiores, como o combate ao racismo ou à desigualdade.

Continuar lendo “Escotismo – Por que os movimentos de jovens incomodam tanto?”

“Código de Conduta” dos Escoteiros do Brasil.

Antes de dar abertura a este texto, eu recomendo muito a leitura do artigo anterior sobre o “sistema de competências” adotado pela “Escoteiros do Brasil” para sua organização e formação de jovens e adultos. Nele, são abordados assuntos como o fato de a associação estabelecer, ao seu próprio critério, “condutas desejáveis” no que se espera da atuação do voluntariado e no que ele pode pensar ou fazer. Tem muita relação ao que será escrito aqui.

No dia 5 de agosto, três dias depois que este blog pautou as competências, a “Escoteiros do Brasil” lançou um documento chamado “Código de Conduta” em uma live, com a participação do vice-presidente do Conselho de Administração Nacional, o presidente da Diretoria Executiva Nacional, entre outros.

Continuar lendo ““Código de Conduta” dos Escoteiros do Brasil.”

Escotismo – por que não devemos adotar o sistema de competências? Parte I.

Este blog completou 10 anos em novembro de 2019. Os grandes intervalos entre as últimas publicações foram dedicados à formação acadêmica e profissional… e algum que outro assunto que toma conta desta vida mundana que todos nós temos.

Quanto aos estudos, o autor deste espaço publicou um artigo fora do círculo escoteiro, e nele foi problematizado o programa e ONG “Escola sem Partido”. Para ilustrar este trabalho, também foi abordado o sistema de competências na educação brasileira, que teve seu embrião fecundado nos anos 90, mas acabou sendo formatado com a Reforma do Ensino Médio no governo Temer (PMDB).

Esta reforma acentuou o pacote de destruição do ensino público, e o escotismo no Brasil não apenas ignorou o que ela supõe para a juventude, mas se baseou em seus pontos centrais para estabelecer a nova metodologia de formação para adultos.

Continuar lendo “Escotismo – por que não devemos adotar o sistema de competências? Parte I.”