“Código de Conduta” dos Escoteiros do Brasil.

Antes de dar abertura a este texto, eu recomendo muito a leitura do artigo anterior sobre o “sistema de competências” adotado pela “Escoteiros do Brasil” para sua organização e formação de jovens e adultos. Nele, são abordados assuntos como o fato de a associação estabelecer, ao seu próprio critério, “condutas desejáveis” no que se espera da atuação do voluntariado e no que ele pode pensar ou fazer. Tem muita relação ao que será escrito aqui.

No dia 5 de agosto, três dias depois que este blog pautou as competências, a “Escoteiros do Brasil” lançou um documento chamado “Código de Conduta” em uma live, com a participação do vice-presidente do Conselho de Administração Nacional, o presidente da Diretoria Executiva Nacional, entre outros.

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Manifesto pelo Escotismo para todos.

A primeira parte de uma série de artigos sobre as competências – o sistema recém-escolhido como norteador dos Escoteiros do Brasil – está terminada. Mas existem questões mais urgentes que precisam ser tratadas neste blog. Uma outra vez, o que já se torna cotidiano, existem páginas no escotismo que investem dinheiro em publicações para desinformar e confundir.

A página O Escotismo que Queremos, novamente mudando sua linha editorial (o que nunca ocorre para melhor), escreveu um “Manifesto pelo Escotismo Familiar”, seguido de diversos textos. Neles, mistura conceitos, retorce regulamentos e legislação, valendo-se de ironias e lugares comuns para logo tentar agradar a camada nostálgica e ruidosa do escotismo: aqueles cuja linha é a censura e a anulação de posicionamentos por considerá-los “políticos” e “ideológicos”. O autor afirma que conseguiu bastante apoio ao seu posicionamento. E, de fato, conseguiu:

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O novo material direcionado aos adultos no escotismo precisa ser discutido.

A direção nacional, por intermédio de suas equipes, começa a lançar materiais das novas diretrizes para gestão de adultos. A “novidade” é que agora se dará uma atenção para o sistema de “competências” – algo parecido ao que vimos há 20 anos no programa aplicado a jovens. Foi uma demanda centralizada pela WOSM para as regiões e NSOs. O primeiro resultado disso pode ser encontrado clicando aqui e aqui.

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O desfecho da eleição para a DEN foi um dos piores episódios do escotismo brasileiro.

Nenhum escotista que acredite no movimento como opção de desenvolvimento para a juventude e nem mesmo nenhum jovem que queira transformar este mundo deveriam reconhecer a futura Diretoria Executiva Nacional como legítima.

Se o que aconteceu nestes últimos dias pudesse ser encaixado em uma cena de Game of Thrones, veríamos a “nova” DEN caminhando por uma rua lotada de associados gritando “shame, shame”.

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Depois de semanas de manobras, eleições para a DEN acontecem hoje…ou não.

Neste momento, o palco está preparado para reunião do CAN em que se elegerá a próxima Diretoria Executiva Nacional.

A esta altura, já é inegável que a instituição encontra-se colapsada. Em totalidade pelas manobras perpetradas por todo o conjunto do CAN, que deixou claro que o desenvolvimento do escotismo, a adesão da juventude e o trabalho escotista são assuntos secundários se comparados à manutenção de cargos. A situação atual nos mostra que o CAN já não é capaz de atuar de forma imparcial e para o bem do escotismo brasileiro, e que a próxima gestão – escolhidas pelos próprios conselheiros – sofrerá da mesma ilegitimidade.

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