Fica decretado: abolir um lenço nos enche de sentimento de unidade.

Se vocês estiverem prestes a concluir um curso de administração, relações-públicas, publicidade, jornalismo, vocês devem fazer um TCC sobre como o escotismo brasileiro lida com certas situações dentro de sua forma organizacional. Chega a ser surreal como se tenta artificialmente imbuir um sentimento de “unidade” com ações estéreis do tipo…trocar um desenho, uma cor ou abolir um lenço. Ou seja, assuntos periféricos passam a ter contundente relevância, desde que nos ajudem a propagandear que uma gestão “está se movimentando”, nem que seja numa partida de ludo.

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O que é uma intervenção branca?

caboVocês devem ter escutado o termo neste último ano, principalmente no cenário político do país. Uma intervenção branca seria um artifício de um grupo político para enfraquecer ou retirar um outro grupo de uma gestão. Os meios podem ser institucionais, ou seja, utilizando-se das normas vigentes de uma instituição ou usando a ilegalidade.

A região escoteira de Minas Gerais sofreu uma intervenção branca da diretoria executiva nacional. É que a DEN parece ter um novo hobby: colecionar casos de intervenções ilegítimas (Paraná, Maranhão) e, não contente, agora parte para as “brancas”. Mudam as moscas, mas…pois é.

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É investimento. Mas pra quem?

sede-nacionalEste é o momento em que devo abrir o texto com uma frase de efeito que justifique a ausência de artigos desde julho. Para a maior parte dos voluntários do movimento, é conhecido o fato de que escotismo não oferece upgrade no saldo em conta bancária e que, às vezes, é preciso dispensar o voluntariado para se dedicar ao ofício assalariado.

Entendendo que a justificativa foi dada – e ciente de que desde julho, uma vez mais, o escotismo brasileiro tem dado uma série de pautas fáceis a este blog – passo a discorrer sobre a última ação do CAN, que trata sobre a política de administração da loja escoteira da Escoteiros do Brasil.

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É golpe?

corrupA poucos dias da Assembleia Nacional e o Congresso Escoteiro, que ocorrem entre os dias 21 e 23 de abril, a atual Diretoria Executiva Nacional (DEN) volta a mostrar sua cara, mas não exatamente para nos ensinar uma nova canção, senão para anular ilegalmente outra assembleia regional.

No dia 11 de abril, a Diretoria Executiva Nacional veiculou uma resolução que invalidou a assembleia regional do Paraná (UEB-PR). Com a anulação, entre outros efeitos, os delegados que haviam sido escolhidos para representar a região na Assembleia Nacional ficam impedidos de participar.

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