O Escoteiro Bolchevique – ainda sobre movimentos de jovens.

O artigo anterior deste blog, sobre a importância dos movimentos da juventude, bateu na canga de alguns adultos. E prontamente foi atendido.

Naquele texto, foi explicado que há certos setores dentro do escotismo que sentem pavor que a juventude seja dona do seu próprio futuro, que defenda suas pautas e que pratique aquilo que está no mesmíssimo método escoteiro: a cidadania. É óbvio que a publicação daquele artigo atiçou a vaidade de muitos, que acabaram confirmando tudo o que havia sido dito. Meia dúzia de parágrafos sobre movimentos de jovens foram suficientes para que espaços na internet começassem a fazer exatamente o que foi dito no artigo anterior: anular ou diminuir o papel da juventude no escotismo.

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Escotismo – Por que os movimentos de jovens incomodam tanto?

Nestes dias, passei o olho por três textos que circularam na internet escoteira. O primeiro deles, que faço questão de compartilhar no rodapé deste artigo, perguntava aos leitores se eles haviam notado a mudança do escotismo em direção a algo mais prático em relação à sociedade e aos problemas que dela aparecem. O autor questiona, ainda dentro deste importante tema, se não seria também importante manter a simplicidade do escotismo ao mesmo tempo em que poderíamos nos ocupar com questões maiores, como o combate ao racismo ou à desigualdade.

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Livro – O desaparecimento do escoteiro Marco Aurélio.

Faz alguns dias, terminei de ler o livro “Operação Marins”, do escritor e jornalista Rodrigo Nunes.
A obra, revisada e ampliada em sua última edição, conta a história do escoteiro Marco Aurélio Simon, desaparecido há 35 anos em uma excursão ao Pico dos Marins.

Nunes dá ao texto um caráter investigativo, recheado de fontes, e recorre muitas vezes ao jornalismo literário para transmitir a dramaticidade do caso aos leitores. Companheiros de Marco Aurélio, seu chefe escoteiro, participantes das buscas, diretores regionais e de distrito, familiares e amigos foram consultados para dar conteúdo ao livro.

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Escotismo – por que não devemos adotar o sistema de competências? Parte I.

Este blog completou 10 anos em novembro de 2019. Os grandes intervalos entre as últimas publicações foram dedicados à formação acadêmica e profissional… e algum que outro assunto que toma conta desta vida mundana que todos nós temos.

Quanto aos estudos, o autor deste espaço publicou um artigo fora do círculo escoteiro, e nele foi problematizado o programa e ONG “Escola sem Partido”. Para ilustrar este trabalho, também foi abordado o sistema de competências na educação brasileira, que teve seu embrião fecundado nos anos 90, mas acabou sendo formatado com a Reforma do Ensino Médio no governo Temer (PMDB).

Esta reforma acentuou o pacote de destruição do ensino público, e o escotismo no Brasil não apenas ignorou o que ela supõe para a juventude, mas se baseou em seus pontos centrais para estabelecer a nova metodologia de formação para adultos.

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Manifesto pelo Escotismo para todos.

A primeira parte de uma série de artigos sobre as competências – o sistema recém-escolhido como norteador dos Escoteiros do Brasil – está terminada. Mas existem questões mais urgentes que precisam ser tratadas neste blog. Uma outra vez, o que já se torna cotidiano, existem páginas no escotismo que investem dinheiro em publicações para desinformar e confundir.

A página O Escotismo que Queremos, novamente mudando sua linha editorial (o que nunca ocorre para melhor), escreveu um “Manifesto pelo Escotismo Familiar”, seguido de diversos textos. Neles, mistura conceitos, retorce regulamentos e legislação, valendo-se de ironias e lugares comuns para logo tentar agradar a camada nostálgica e ruidosa do escotismo: aqueles cuja linha é a censura e a anulação de posicionamentos por considerá-los “políticos” e “ideológicos”. O autor afirma que conseguiu bastante apoio ao seu posicionamento. E, de fato, conseguiu:

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