O que aconteceu na Assembleia Nacional Escoteira?

Já era esperado que as denúncias feitas na assembleia nacional realizada no dia 29/04 acabariam em pouco ou em nada. Numa ação realizada por uma mesa que insistentemente se fazia de desentendida, o assunto acabou como deveria: em mais uma comissão interna.

Nada mais oportuno do que tirar assuntos de interesse institucional dos olhos do público (a própria assembleia) e colocá-los dentro de um gabinete para serem apurados pelos mesmos personagens que geram estas crises.

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O mito do “empoderamento” que ensinamos no escotismo. Ou: Igualdade não é negócio

Vocês devem ter reparado que a UEB – “Escoteiro do Brasil” tem falado muito em empoderamento, equidade e igualdade.
Ótimo. Assim vamos quebrando certas barreiras que andaram pautando o escotismo nas últimas décadas, mas principalmente rompendo com essa inércia fundamentalista de que o escotismo “não é militante”. O escotismo, ao proclamar para si a construção de um mundo melhor, não deve assumir isso de forma coadjuvante, senão esforçar-se na militância (sim, com todas as letras) para esta construção.

O problema é que por trás de pautas que até parecem progressistas, existe uma lógica mercantilista de teor meritocrático que é difícil de entender, mesmo que carregada de boas intenções.

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Escoteiros, hoje é dia de falar de drogas.

Quando trabalhava como repórter para uma revista institucional sobre saúde, fiquei encarregado pelo editor de fazer um artigo sobre drogas. Uma das fontes era um agente do CAPS da minha cidade.

Logo cedo, peguei um táxi e fui até o local. Chegando lá, a secretária me pediu que aguardasse na sala de recepção.

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Escoteiros não devem ter medo da cidadania.

Não é de hoje que os escoteiros se envolvem em vários projetos de limpeza de estradas, rios e praias; revitalização de parques, pintura de escolas, entre outras iniciativas. Principalmente os pioneiros devem saber bem o que é isso.

A assertiva de Baden-Powell, quando escreveu que deveríamos deixar o local melhor do que o encontramos, continua atual. Também foi feliz ao afirmar que o objetivo do escotismo era formar cidadãos ativos na sociedade, que tivessem senso de coletividade e não menos senso crítico do que ocorre ao seu redor.

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Sobre a questão LGBT – uma outra abordagem.

Quando começo um texto assim, fico dividido entre entrar diretamente no assunto ou me adiantar aos comentários (que sei que aparecerão), já respondendo a questões como “apologia”, “propaganda”, “esquerdismo”, “político”, “partido”, “ideologias” e afins.

Mas vou arriscar e passar diretamente ao assunto. Adianto, porém, que é uma contribuição ao tema em voga (a diversidade), não invalidando a importância que tem, mas oferecendo uma outra visão. Mas, primeiro de tudo e alertado por uma escotista, vou à contextualização.

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