Big Brother Brasil e a reação dos escoteiros.

bbbO reality show BBB, em uma de suas provas, puniu dois participantes com um castigo um tanto diferente: acampar e se vestir de escoteiro.

Os escoteiros, por óbvio, reagiram. Inundaram as redes sociais durante o fim de semana, condenando tanto o programa como a emissora. As mensagens passavam por pedidos de retratação até pedidos de milhões de reais em indenizações. Todas, porém, coincidiam: a associação nacional deve se pronunciar*.

Hoje (24/02, madrugada de domingo para segunda), Pedro Bial, apresentador do televisivo, se dirige aos brothers e, por 10 segundos, se refere aos escoteiros, em meio a palmas, como “fofos e bravos” (algo bastante distante das dezenas de horas usando uma visão peculiar do escotismo na TV).

A partir daqui, o que ocorreu foi bastante curioso. Dirigentes foram às redes sociais congratular a ENIC (Equipe Nacional de Imagem e Comunicação) pelos 10 segundos que Bial dedicou aos escoteiros. Deram por certo que a equipe (mesmo na ausência do único profissional de comunicação contratado pela associação) foi a responsável pelo que eles consideraram um “grande serviço”, referindo-se às palavras do apresentador.

Não faz falta mencionar que os escotistas (“chefes”), os quais igualmente mandaram e-mails e se colocaram em contato com a emissora, tampouco foram lembrados pelos dirigentes. Somente a ENIC, a mesma equipe que idealizou o vestuário, recebeu o mérito com direito a “eles [a ENIC] deixaram amigos e família para trabalhar no caso neste fim de semana” – parece que desconhecem que a base escotista faz o mesmo durante o ano inteiro.

bbb

Quando o BBB deixou em evidência nosso problema

Desde que o castigo alla escotismo foi colocado em prática pelo programa até a reação dos escoteiros, saltam à mente algumas questões.

Os escoteiros tendem a reagir de forma exacerbada a alguns assuntos, principalmente àqueles em que se colocam em dúvida suas atividades. Não só discordam de uma notícia como também insultam a emissora, ofendem o repórter e condenam os veículos de comunicação. Um exemplo disso foi a questão da homossexualidade publicada pela revista Isto É ou a ridicularização com a qual nos trata a imprensa política paranaense graças a um político-escoteiro que temos em nossas fileiras.

Prevendo isso e levando em conta o case  Coca-Cola x Porta dos Fundos, este blog até arriscou a produzir uma peça (usando imagens disponibilizadas pela WOSM e pela associação nacional) para responder de uma forma divertida e menos ofensiva.

Porém, como o assunto havia sido supostamente resolvido pela ENIC, a ideia acabou sendo postergada.

Os escoteiros, no entanto, parecem ser uma mescla de júbilo e desgosto quando se veem nos meios. “Júbilo” porque, quando aparecem em algum meio de comunicação, acreditam que o escotismo tem algo de inserção na sociedade, tal qual prometem e juram algumas autoridades escoteiras diante de suas ações esporádicas e diante de nosso efetivo que carece de representatividade. “Desgosto” porque acabam percebendo que os meios os tratam com piadas e burlas justamente porque não têm, ou tem pouca, relevância dentro do país. E, partindo disso, os escoteiros partem ao confronto (as ações judiciais, os gritos, as ofensas) porque os meios estão mexendo com aquilo que talvez seja sua a única realização de vida: o movimento escoteiro.

O BBB não usou o novo vestuário

À margem do reality, a associação nacional e os dirigentes que a compõem não medem esforços em fazer valer este novo vestuário idealizado pela ENIC há quase um ano. Além de eliminar qualquer argumento contra o novo vestuário com a ideia de não voltar atrás na decisão em incluí-lo (vide ata nr. 68 do CAN), algumas peças publicitárias foram usadas para promover esta roupa, seguidas de outras manobras com teor duvidoso. Vejamos algumas e reparem nos indícios de corporativismo:

  • A associação nacional publicou uma literatura oficial da WOSM em português – Representando o Movimento Escoteiro. O texto, em determinado capítulo, trata o “scout uniform” (uniforme escoteiro) como “vestuário escoteiro”, numa clara tergiversação da tradução e clara propaganda ao novo vestuário idealizado pela Equipe de Imagem e Comunicação (ENIC). Um dos revisores deste livreto é diretor da ENIC e o livreto foi publicado pouco tempo depois da entrada do novo vestuário.
  • Antes de falar em novos vestuários, a associação nacional decidiu incluir uma nova flor de lis, que supostamente só seria usada em papelaria e camisas de delegações – o que não se mostrou, com o passar do tempo, a representação da verdade. A associação nacional, ao contrário de outros países, não abriu qualquer processo licitatório ou ao menos um concurso de desenhos. Decidiu contratar, em pro bono, uma empresa de publicidade. A empresa responsável pela elaboração desta nova flor de lis, segundo o Manual de Identidade Visual, foi a de dois dirigentes institucionais escoteiros. Um deles, por certo, era diretor (novamente) da Equipe Nacional de Comunicação, a ENIC. Ponto para o portfólio.
  • No ano passado, tivemos uma novidade no site da associação nacional: a entrevista ao presidente de um órgão da instituição. Até então, nenhum presidente deste órgão havia dado uma entrevista nestes moldes. Entendeu-se, portanto, que a ação era mesmo para promover a imagem do novo representante dessa cadeira. O presidente era (e ainda é), outra vez, um dos diretores da Equipe Nacional de Imagem e Comunicação, a ENIC, e a entrevista, pasmem, foi divulgada semanas depois do lançamento do novo vestuário.
  • Este ano fomos surpreendidos por uma indicação de um brasileiro para um cargo na Região Interamericana. A indicação, notem, é da alçada da nacional e não passou por qualquer processo de candidatura. O brasileiro em questão já assumiu o cargo e é, como sempre, um dos diretores da Equipe Nacional de Imagem e Comunicação, a ENIC. A indicação ocorreu agora, justo quando esta equipe começa a ter sua imagem questionada diante do desgaste promovido pelo vestuário.
  • Durante o ano passado, vários foram os artigos que estamparam este blog e que falavam sobre o fechamento de páginas em redes sociais, sobre ameaças de demandas judiciais a quem fazia artesanato com temática escoteira, sobre o impedimento de um escotista em produzir aplicativos ensinando a fazer nós e comida mateira. Todas e cada uma destas ações foram perpetradas pela Equipe Nacional de Imagem e Comunicação, a ENIC, sob o argumento de que a a palavra “escoteiro” é “patrimônio da instituição e não de um associado”. Relevemos?
  • A associação nacional resolveu, e com razão, profissionalizar o departamento de comunicação do Escritório Nacional. Para isso, além dos designers, contratou um assessor de imprensa. Com isso, esperava-se que o cabide de cargos na Equipe Nacional de Imagem e Comunicação (ENIC) diminuísse. Não diminuiu. Aumentou de 7 para 15 indicados e, novamente, não houve processo de candidaturas.
  • O reality show Big Brother Brasil mencionou os escoteiros durante horas, numa espécie de tom de chacota. O apresentador do programa reaparece e, durante 10 segundos, se refere aos escoteiros com algumas loas. Todos os créditos, mesmo sem comprovação, são dados à Equipe de Imagem e Comunicação (ENIC) – a mesma, lembremos, que idealizou o novo vestuário.
  • A ENIC afirma que o novo vestuário foi incluído no escotismo graças a uma pesquisa realizada entre 2010 e 2011, em que os “jovens foram ouvidos” – mote muito conhecido pelos escoteiros. Passados dois anos, a pesquisa ainda não foi divulgada. Por ironia, os mesmos jovens que a ENIC diz ter consultado são os que estão organizando uma manifestação no centro de São Paulo por não se sentirem representados pelo novo vestuário.

Chegado a esse ponto, que apenas mostra, convenhamos, a ponta do iceberg, pergunto aos leitores: qual é a necessidade de uma equipe quando, como comprovado, só vem trazendo desgaste para a associação e usando 80 mil associados para laboratório de suas ideias? Qual é a necessidade se já há, na equipe do escritório nacional, profissionais contratados para a tarefa?

Talvez a necessidade passe por esse novo valor que o escotismo ganhou: 10 segundos com Pedro Bial.

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*Nota publicada hoje (24/02, manhã de segunda) pela nacional:
“Aos associados dos Escoteiros do Brasil. Em face de situação ocorrida no programa BBB 14, veiculado pela Rede Globo de Televisão, o qual utiliza de forma equivocada a imagem do Escotismo, cumpre-nos informar que as medidas necessárias e adequadas já estão sendo implementadas.
Oportuno, ainda, esclarecer que a utilização deu-se sem o conhecimento de nossa instituição.”

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21 pensamentos sobre “Big Brother Brasil e a reação dos escoteiros.

  1. Meu ” castigo” : Faz mais de 13 anos estou sendo castigado , pelas amizades que fiz, pela vasta aprendizagem e por me ter feito uma pessoa melhor.

    Vou continuar com esse ” Castigo ” pelo resto de minha vida .

    Muitos deveriam saber como é bom o Escotismo.

    Vou ” Castigar” muitos.

    Vai a merda Globo!

  2. A ueb nunca representou o movimento. A unica coisa q faz é cobrar uma taxa absurda e entregar uma carteirinha.

  3. Estes são alguns dos motivos e reais desapontamentos que me fez desacreditar do UEBismo e em especial da prática escoteira de uns anos pra cá. Tenho comigo que fiz ainda mais do que podia e caminhei mais longe do que até deveria para evitar, mascarar ou mesmo afastar o Escotismo fraudulento em todas as formas de nossa realidade (do GE que estive).

    Hoje, ao ter lido o artigo acabo conhecendo mais algumas verdades ocultas daquilo que me desapeguei. Não me arrependo de nada de antes e de agora e está aí a prova.

    Não deixemos cair no esquecimento que o início da decadência se deu com o estudo de Jaques sei lá o quê por volta de 2009/2010 quando esta mesma UEB declarou ser necessário recuperar a identidade da instituição e fortalecer a imagem do escotismo na sociedade. Alegou ainda que este senhor aí faria uma pesquisa profunda, que durou pouco mais de três meses e apenas isso, e que o resultado seria as estratégias que hoje, desencadeou todo este processo da UEB e o Escotismo no Brasil. De lá pra cá surgiram os cargos, a nova marca e todo o resto que vem causando descrédito.

    Na época a mesma UEB que não divulgou os dados da pesquisa do uniforme feito com os jovens, apresentou um relatório complexo e sem dados concretos desta tal pesquisa de Jaques. A moda pegou e daí em diante pesquisas “fantasmas” não pararam de surgir.

    De todo o que carrego de lição de toda essa trajetória sombria do ME é a descoberta de que o verdadeiro escotismo, o que pude praticar e oferecer a jovens por algum tempo existiu muito bem e alinhado com BiPi, ainda existe dentre nós, dos antigos e que para ser um digno escoteiro não precisamos da UEB, do Grupo ou mesmo da Filiação (na íntegra) ao Escotismo.

    • Chefe, saudações Escoteiras,

      Só espero que o Chefe, mesmo desencantado com a instituição, não perca a guia de que trabalhamos para o Grupo e para a Sociedade e mantenha sua firme atuação junto aos elementos, que são nosso objetivo final.

  4. Sou filiado a UEB desde 1958 quando fiz minha promessa como elemento Juvenil no Grupo Escoteiro Uirapuru de Santa Bárbara d’Oeste – SP tenho no meu curriculum a fundação de mais 4 G.E. participado e idealizando de mais 3 deles.
    Deste emaranhado de coisas só tenho um comentário a fazer; Como era bom o Escotismo quando seguíamos um só pensamento, “ESCOTISMO PARA RAPAZES” Feijãozinho com arroz que deu certo durante 100 anos!

    • Concordo plenamente com o Chefe Jairo… a quem tenho a honra de conhecer e respeitar.
      O escotismo é feito para os jovens, nós escotistas apenas devemos proporcioná-lo.

  5. Em primeiro, meus cumprimentos ao Café Mateiro pela proposta em tornar pública, com clareza, fluidez, equilíbrio, em texto maravilhosamente escrito, com começo, meio, fim e referências, a possibilidade de discussão à margem de notas oficiais da instituição, que certamente apresentam versão tendenciosa se fazendo bom juiz de si mesma, coisa que contraria o Espírito Escoteiro. Gostaria eu de ter esse mesmo potencial que tem o autor do Café Mateiro na exposição. Ainda em tempo, quero felicitá-lo pelos 4 anos de real contribuição deste site ao pensamento Escoteiro.

    O que a Globo, neste BBBidiota14, apresentou não foi o vestuário, o traje ou o uniforme escoteiro básico, mas, lamentavelmente lembra muito, o uniforme dos Escoteiros do Ar (vide a passadeira apesar do friso, a boina e a clássica tarjeta de nome). Certamente que os distintivos eram do BBBidiota e o numeral, (20parece1) e a tarjeta estavam colocados em espelho de simetria, talvez salvaguarda jurídica da Globo. Ninguém notou, mas eu sou Escoteiro do Ar.

    É largamente conhecida minha oposição à atual política tática e estratégica dos Escoteiros do Brasil (Ex-União dos Escoteiros do Brasil), principalmente no que tange à questão da mística e das tradições Escoteiras, que devem ser mantidas à margem de modismos e atualizações pseudo-evolutivas (hoje com nítidas tendências de cópia da solução BSA), mas nem por isso me declaro revoltado, anarquista ou inimigo do sistema, mas colaborador subordinado ao Espírito Escoteiro, embora não submisso à instituição, na manutenção dos valores Escoteiros permanentes dentro do purismo e não do preciosismo (“não na letra que mata, mas o Espírito que anima as coisas”).

    Desde os idos de 70, tenho vivido, visto, sentido e participado de muitas coisas dentro da instituição e fora da instituição nas unidades locais, e de uma coisa estou convicto: “tudo o que já foi, torna a ser novamente” e por isso minha total cautela com relação à instituição, que hoje considero ter representação, porém não considero ser representativa do anseio Escoteiro basal, desde longa data e que, apesar das boas intenções (dos quais, de bem-intencionados, os infernos estão cheios), a instituição não tem sentido orgânico, portanto, não é organização, pois legisla e norma em interesse próprio de manutenção do politicamente correto, que se vai ao encontro do senso-comum, vai contra o bom-senso e, portanto, da meritocracia, algo que extermina o Espírito Escoteiro, que apesar de travestido de democrático, na verdade é autocrático, por privilegiar segmentos e interesses pessoais de sua manutenção. Sorte que não participamos do momento político atual e nem temos fórum adequado, senão teríamos a figura dos “mensaleiros Escoteiros”.

    Todos nos orgulhamos, na disseminação oficial da instituição, de que passaram pelo Movimento Escoteiro, mais de meio milhão de participantes, que são hoje: empresários, políticos, membros do poder executivo, do poder judiciário e do poder legislativo e mesmo pessoas comuns em seus afazeres e profissões que, se reconhecem o valor do que receberam nessa passagem pelo Movimento Escoteiro, não o valorizam em seus alcances pessoais e profissionais e, portanto, nada fazem para consolidar e mesmo participar dessa missão de construir pessoas em valores permanentes fincado nas Dez Leis Escoteiras. Falta mobilização institucional desses participantes que faça valer esse mérito em reposta social.

    Os tempos são outros e os que hoje passam pelo movimento Escoteiro não o valida como construção de pessoas e valores, frente a um tecido social doente que prestigia valores imediatos, soma-se um decantado e fracassado “Programa de Jovens” que nos retirou da condição de Fraternidade e equipe ao exaltar o foco no desenvolvimento individual das cinco áreas de desenvolvimento e dissolveu a ideia de que o adulto também é Escoteiro e como tal, deve ser portar e se submeter.

    A questão institucional refunda-se na manutenção de estatus operatório e poder executivo, rotativo entre os mesmos. A instituição acaba sendo um fim em si mesma, transtornando a premissa de que deve servir ao Movimento Escoteiro, corrompendo-a na premissa de que o Movimento Escoteiro deve servi-la em adesão e submissão de seus ditames e resoluções. Pois afinal não podemos questionar a Mãe pelo perigo de ser excomungados como filhos bastardos, e por isso continuamos adeptos mesmo que castrados em ideias e ideais ao delegado pelo nosso Fundador, na transversão de sua essência, na missão de construir pessoas, que apesar da mudança tecnológica em meios, mantém a mesma sociologia em Espírito. Vide a imbecilidade de combater, jurídica e moralmente, outras Associações Escoteiras, contrariando o fundamento da 4ª Lei Escoteira, quando há espaço para todos (que vença o melhor na lei de oferta e procura), apenas para manter o monopólio e na arrogância estimulada nas relações com outras associações que mantém o mesmo princípio de construção de pessoas nessa sociedade, como se a instituição fosse a única chave de sucesso operacional nessa questão. (aos que da direção me leem, considerem corajosamente suspender qualquer processo em vigor, pois o surgimento de oposição foi a melhor coisa que aconteceu no Movimento Escoteiro, nos tirou do berço esplêndido e da zona de conforto em que a instituição se achava mergulhada). Façam ato de coragem, façam ato Escoteiro.

    Concordo que nos falta visão organizacional (profissional) na unidade local, mas amplio a questão, ao elevar essa visão aos vários níveis que nos comportam. Temos tido sucesso no nível local, a partir de iniciativas pessoais em seus vários atores e contextos relacionais, porém nos falta iniciativas orgânicas que assegurem o direito na missão junto à sociedade, reconhecendo o valor dessa missão e isso cabe à instituição no estabelecimento de políticas e arranjos junto aos poderes municipais, estaduais e federais, já que o Movimento é reconhecido como de utilidade pública e sem fins lucrativos desde a década de 1910. Sequer temos, exceção do esforço do Vereador Gilson Barreto junto à municipalidade de São Paulo, qualquer instrumento ou dispositivo legal que nos assegure o uso e permanência de infraestrutura pública, cuja perda de sede é a maior causa de fechamento de Grupos Escoteiros. Reprisando, se temos sucesso em iniciativas que são eminentemente pessoais, não temos nenhuma ação institucional que nos renda apoio e garantias.

    Oportunidades existem em todos os aspectos e níveis sociais e organizacionais, mas a instituição, paquidermicamente as despreza e as releva dentro de sua inércia política e situacionista: vinde a mim, não vou até vós, deixando escapar o ouro por entre os dedos. Não foi poucas as vezes, que mediante oportunidades potenciais, ouvi dirigentes vinde a mim, quando os maiores interessados somos nós e, portanto, nós é que devemos nos adequar à agenda e não impor agenda.

    Em minha fantasia, imagino que nossos dirigentes devem se reunir em fins de semana para um churrasco e após bom bocado e algumas cervejas, vão deitar-se em alguma sombra, onde tem grandes sonhos, que resultam em ideias mirabolantes de gestão messiânica de salvação do Escotismo no Brasil. Na segunda-feira, em seus gabinetes começam a traçar seus planos executivos, esquecendo fato primordial: os Escoteiros somos nós.

    Os tempos são outros e não consegui, pela formação e vivência, me adequar aos tempos atuais. Hoje sou visto entre coitado e estranho nos vários cenários Escoteiros. Minhas honras ao Chefe Carlos Battisti pela proposta e ação, à qual pagou grande preço.

    Francisco Kainer Rinaldi
    369/SP – GEAr Cruz de Malta Jabaquara

  6. Acima de tudo,os jovens,todos os ramos da sociedade tem seu lado bom e ruim,nada substitui uma boa caminhada,um bom acampamento ,os ensinamentos q podemos passar,o resto são pedras q só servem para atrapalhar passamos por cima e vamos em frente,Sempre Alerta Para Servir.

  7. prefiro que eles respeitem o Escotismo porque do contrario haverá muitos Escoteiros do mundo revoltados

  8. A UEB nacional defende com unhas e dentes o presidente regional do estado de Pernambuco que tem seu nome em processo de receptação de carro roubado em Pernambuco. o restante é apenas fichinhas, tudo por interesses, não acabou nem vai acabar o verdadeiro escotismo porque temos muitos adultos nas bases que são verdadeiros escoteiros e que o escotismo corre nas veias.

  9. Eu foi castigado por 35 anos e gostei tanto do castigo que estou reabrindo meu grupo novamente, o escotismo é uma verdadeira escola da vida e a rede globo é contra a vida. Depois deste episodio não assisto mais os programas desta emissora ridícula, nem ninguém da minha casa, pois todos nós somos escoteiros.

  10. A gestão mais mentirosa que a região de Pernambuco já teve, uma diretoria que não existe, um presidente mentiroso, uma reforma da sede inacabada, um campo escola que não existe, os repasses da nacional que não consta no extrato da conta da região, grupos abertos no interior que ninguém sabe apenas o presidente, cursos que não foram feitos e a diretoria diz que fez, e para completar o vice presidente da nacional falou que o diretor presidente manda , desmanda, vende, compra sem o consenso da diretoria fala serio se realmente isso é certo para que existe o estatuto.

  11. Eu nunca assisti a nenhuma edição do BBB e fiquei sabendo do ocorrido pelas mídias sociais (em especial Facebook), porém sei que é um programa de grande audiência. Até onde sei, ter “escoteiros” nele, da forma que foram colocados, sem serem humilhados ou degradados, não me pareceu grande agressão à nossa imagem. Pelo que soube, o “castigo” em si foi eles ficarem afastados do contato com os membros da casa e não poderem entrar na casa por alguns dias, tenho que se alimentar também no acampamento. A “fantasia” de escoteiro que usaram e a barraca serviram de “pano de fundo”.

    Vocês já tiveram a curiosidade de consultar o Google Trends para este período? Há um claro pico de buscas por “escoteiro” e “escoteiros” na data em que o programa foi ao ar, o que indica que há ao menos um aspecto positivo nesse pano de fundo usado: mídia gratuita. Observe que o Google Trends não informa quantas buscas foram feitas, apenas normaliza tendo o máximo apontado como “100”.
    http://www.google.com/trends/explore#q=escoteiro%2C%20escoteiros&geo=BR&date=1%2F2014%203m&cmpt=q

    Não esqueçam que a Globo não colocou os Escoteiros no programa por um contato com a UEB ou CNIC ou qualquer outro órgão da instituição, foi algo que partiu unilateralmente deles. Então pode não ter sido a forma que mais gostaríamos de aparecer em cadeia nacional, porém também não parece ter denegrido nossa imagem.

    Por fim, para responder aos questionamentos finais da postagem:

    “qual é a necessidade de uma equipe quando, como comprovado, só vem trazendo desgaste para a associação e usando 80 mil associados para laboratório de suas ideias?”

    Se estamos com 80 mil associados, recorde histórico, e crescendo o número de associados, acho que ao menos em parte isto deve ser sim creditado ao trabalho da ENIC. Não sou da equipe e não tenho disponibilidade para ser, mas acredito que, mesmo que eu tenha recebido com alguma relutância o novo vestuário, os fatos têm provado que estamos caminhando na direção correta. Os números não mostram o “desgaste” que está sendo apontado em sua fala.

    “Qual é a necessidade se já há, na equipe do escritório nacional, profissionais contratados para a tarefa?”

    A necessidade a meu ver é ter pessoas que conhecem o Escotismo e a realidade de nossos grupos e do movimento, para dar subsídios ao trabalho do profissional.

    Caso algum leitor desta postagem queira fazer parte da ENIC, estão neste momento em processo seletivo. Se você tem interesse e disponibilidade, pode se candidatar:
    http://escoteiros.org.br/noticias/noticia_detalhe.php?id=680

    Críticas por críticas são apenas palavras vazias. Entre na equipe e faça sua parte para que tenhamos a Associação que queremos. Se, como eu, não tem condições de compor a equipe, contribua como puder com eles, para que eles façam o melhor trabalho possível. E lembre que são todos voluntários, como todos nós.

    • Carvalho. Sua mensagem caiu na caixa de “spam” do WordPress. Isso ocorre quando o conteúdo do texto vem acompanhado de alguns links, sendo que o akismet (o antispam da plataforma) bloqueia esse conteúdo. Peço desculpas caso seu texto tenha sofrido algum atraso para ser aprovado.

      A primeira parte do seu texto atenta para a reação dos escoteiros. Concordamos que foi exacerbada e que os escoteiros creem ter um foro privilegiado quer onde estejam (incluindo a TV) que, na verdade, não têm (não ao menos no Brasil). Como dito no texto, a chacota aos escoteiros é fácil, entre outros fatores, pela pouca inserção na sociedade que possuem e pela imagem infantilizada que costumam passar – um trabalho de divulgação que, a priori, seria o de comunicação, o qual, no nosso caso, é falho.

      Não creio ser acertado, tratando-se de escoteiros e seu ostracismo, apegar-se à premissa do “falem mal, mas falem de mim”, como foi a sua justificativa para os trends. Monitorei as palavras-chave (pelo Google e pelo WordPress) e igualmente como o BBB, o caso do escoteiro desaparecido, Marco Aurélio Simon, também rendeu page views. Lembrando que durante duas semanas a TV Record divulgou a imagem do escotismo atrelada a uma falta de responsabilidade que poderia ser entendida, para uma maioria que não nos conhece, como responsabilidade solidária pelo desaparecimento. Uma nota foi veiculada internamente (atente ao fato) sobre o Caso Marins. Ao público externo, do qual o escotismo espera adesão e apoio, nada foi dito. Passamos por irresponsáveis.

      Quanto ao “edital de candidatura”, lembremos que a equipe de comunicação existe desde 2009 e somente agora, em 2014 (5 anos depois de sua criação e dias depois deste artigo), houve tal convocação. E, em se tratando dessa equipe, que tem um histórico de escolher a dedo jovens-adultos com perfil pró-vestuário, tranquilamente qualquer pessoa pode colocar em dúvida o processo de escolha, mesmo abrindo o edital que se queira. Isso não impede que reconheça, com o fato, que há esforço em direção à transparência. Entendo, também, que outras questões foram apontadas envolvendo a ENIC e, até o momento, carecem de explicações. São ações que colocam e vêm colocando todo o processo democrático e a imagem da associação em um constante desgaste diante dos associados e do público externo. O “novo vestuário” é o maior exemplo disso. Portanto, “vazias” são as formas de responder com sofismas a um único questionamento, acreditando que, com isso, se está respondendo aos demais. O corpo diretivo, incluindo a ENIC, não é imune às críticas.

      Sobre o crescimento, discordamos. Não há contundente crescimento, e muito menos se levarmos em consideração a evasão, a faixa etária do público-alvo e o próprio crescimento do país. O tímido crescimento do efetivo escoteiro se deve a três fatores: escotismo nas escolas, maior atenção ao escotismo no norte do país e profissionalização de alguns setores – com esse último, por exemplo, a associação nacional está contratando “organizadores” para o projeto “Escotismo nas Escolas”.

      Sua justificativa para a existência da ENIC é ter pessoas que conheçam o escotismo e trabalhem com a comunicação, correto? Não tendo critérios técnicos para medir “conhecimento de escotismo”, devo lembrar que todas as regiões, salvo raras exceções, já possuem uma diretoria de comunicação (formada por adultos do meio), inclusive com profissionais contratados. Os profissionais assalariados que o Escritório Nacional tem (entre designer, mobilização, eventos e assessoria) são suficientes para coordenar e compilar informação e ações das regiões e, por conseguinte, dos grupos escoteiros. Além disso, com o corpo de profissionais e principalmente a assessoria de comunicação, entende-se que estamos usando voluntários para trabalhar grátis pelo profissional que já é contratado e tem a tarefa de conhecer o meio em que trabalha.
      Olhe por onde se olhe, não há justificativa para a existência dessa equipe, muito menos com o número (15 integrantes) que tem. E menos ainda se levarmos em conta que o trabalho dessa equipe tem se resumido a projetar vontades individuais numa inteira associação e impedir que mesmo os associados tomem qualquer iniciativa sobre comunicação. Se uma dessas vontades acaba se fazendo certeira (não me vem à cabeça nenhuma), não justifica as demais, pois seguem sendo individuais sem representar a vontade do coletivo.

      Sua última parte do texto, creio que devo relevar. Esconder-se sob a égide do voluntariado para justificar manobras leoninas ou transferir a responsabilidade do trabalho e da informação (dos quais supostamente são responsáveis) a outrem, não é algo condizente com um movimento que afirma formar cidadãos.
      Grato por sua participação.

  12. fiquei muito triste com o que aconteceu, principalmente vindo de uma pessoa tão conhecedora que o Bial, acredito eu que antes de inciar qualquer informação temos que verificar, pesquisar estudar e pensar antes. com tudo leva tempo e muitas reportagem para que as pessoas realmente acredite o que e o movimento escoteiro porque muitas vezes so sabe quem conheceu, conhece ou vai conhecer, estar no grupo e deixar eu mas feliz espero que tudo termine em paz chefe cicinha

  13. Pingback: Mas…poxa vida. | Café Mateiro

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