Castores: sim ou não?

Desde “infantilização do movimento” até “ausência de adultos”: grande é a muralha que parece nos impedir de, num futuro, ver o Castorismo em terra brasilis.

O Castorismo ou Beavers, idealizado na década de 70, nasceu no Canadá com o desejo de cobrir uma faixa etária que, até aquele momento, estava excluída do Movimento Escoteiro – entre 4 a 7 anos, podendo variar entre países.

O “ramo” (nem tanto “ramo”, já que tem uma vida própria que independe da Unidade Local) é reconhecido e apoiado pela WOSM, manifestando-se através de “Colônias de Castores” no Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Austrália, entre outros. No Brasil, apenas iniciativas esporádicas foram vistas, sendo freadas posteriormente, já que o Castorismo não é reconhecido no país.


Entendendo Castores.

Assemelham-se a qualquer outro ramo, já que possuem um livro base (“Amigos da Floresta”), um Sistema de Progressão (“Troca de Caudas/Presas” e “Subida do Rio”) e um Programa (“Construção do Dique”). Porém, como estamos falando em crianças ainda não alfabetizadas e que acarretam certa despesa, nada impede que os Castores possam ser vistos fora da Unidade Local, patrocinados, por exemplo, por uma “Mantenedora”.

Na Espanha, onde o Castorismo também é praticado, não é difícil encontrarmos ao menos um pedagogo (por vezes remunerado) em cada Colônia de Castores, assim como um maior apoio dos pais no quesito financeiro (vale mencionar o investimento nos adultos nestes países, como pode ser lido neste artigo).

Como curiosidade, no ano passado uma atividade específica foi realizada pela The Scout Association (UK), conseguindo reunir 30.000 Castores.


Já estiveram em pauta, porém…

Em 2006, o CAN colocou em votação a criação de uma equipe que fosse responsável pelo Castorismo no Brasil. Culminou com a negativa dos conselheiros, perdendo a proposta por 8 votos contra, como podemos ver nesta ata disponibilizada no site da UEB – “Escoteiros do Brasil”.

Seria interessante que, além do resultado dessa votação, pudéssemos ler os argumentos desta decisão. Desde 2006, muita água passou sob a ponte de bambu e se poderia estudar uma retomada desta discussão sobre Castores x Brasil, sobretudo porque temos mais exemplos que nos servem como base e porque há, como podemos apreciar abaixo, um renovado interesse pelo assunto.


“Clandestinos”, mas com sucesso.

A história mais conhecida que envolve uma unidade escoteira no Brasil e o Castorismo vem do SP158 G.E. Caoquira (ou, segundo relata a colega Carmen nos comentários, a ideia teria surgido no SP224 G.E. Paineiras, em 1986). O “Caoquira”, Inclusive, dedica parte de seu site para nos contar suas experiências com este “ramo”, explicando os prós e contras e passando pela história do Castorismo no mundo.

Porém, em julho de 2000, recebem uma notificação da U.E.B., na qual a associação reconhecia o bom trabalho desta Unidade Local, mas que “não poderia ser partícipe da ideia, pois não reconhecia os Castores”. Terminava a carta pedindo que a Colônia fosse desativada.

Outro exemplo é o SP108 G.E. Jabuti, grupo que ainda mantem uma Colônia de Castores e que, segundo os representantes desta unidade, “vai de vento em popa”.


Caso esteja interessado no assunto, acesse:

Download “Amigos da Floresta”:
The Dump.

História do Castorismo:
http://grupoescoteirojabuti.org.br/index.php/castores/castores-sobre-o-ramo/consideracoes/

SP158 G.E. Caoquira:
http://www.caoquira.com.br/

SP108 G.E. Jabuti:
http://grupoescoteirojabuti.org.br/

Lista de discussão “Ramo Castor”:
http://br.dir.groups.yahoo.com/group/ramocastor/

Beavers  Canadá:
http://www.scouts.ca/ca/programs/beaver-scouts

Beavers da The Scout Association:
http://www.scouts.org.uk/beavers/

17 comentários em “Castores: sim ou não?

  1. Quer aumentar o efetivo do seu grupo? Abra uma colônia de castores. É impressionante a quantidade de pais que levam seus filhos menores de 7 anos para participarem do escotismo e temos que dispensar. Quantos deles voltam alguns anos depois? Acredito que nenhum. É chance perdida.

    Como implementar uma colônia de castores? Essa é uma questão à parte e delicada, pois acredito ser fundamental ter a presença e orientação de um pedagogo, senão vira uma simples creche.

  2. Os Beavers Scouts (Ramo Castor ou Castorismo no Brasil) surgiu 1963 na Irlanda do Norte. Na década de 1970 foi implantando na Escócia, Canada e Estados Unidos . Após a análise dos excelentes resultados, foi oficializado pela WOSM (World Organization of the Scout Movement) em 1 de Abril de 1986, como sendo o mais novo Ramo do Escotismo Mundial. Deste a oficialização vem sendo implantando em todos os países que possuem escotismo. Hojé já está presente em: Argentina, Aruba, Austrália, Bahamas, Bélgica, Burkina Basu, Canada, China, Colômbia, Coréa do Sul, Escócia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Filipinas, França, Guatemala, Hong Kong, Ilhas Maldivas, Inglaterra, Itália, Japão, Libano, Luxemburgo, México, Nova Zelândia, Suécia, Suíça, Taiwan, Uganda entre outros… Existem vários outros países que estão em fase experimental, e suas Associações Escoteiras devem oficializar em breve.

  3. O programa do “Beaver Scouts” foi criado na Irlanda do Norte e depois chegou ao Canadá. A WOSM só oficializou o novo ramo em 1982, devido aos resultados positivos obtidos no Reino Unido, Canadá e Estados Unidos. Em todos os projetos realizados, houve um sensível crescimento de membros em todas as seções. Deste a oficialização já se passaram 30 anos, portanto, o novo ramo já está amplamente discutido e testado. Hoje é ramo com maior número de membros em vários países.

    1. As poucas fontes encontradas que alegam que o Castorismo teria surgido na Irlanda do Norte são da The Scout Association (UK). Entretanto, os canadenses dizem que nasceu em seu país, em Winnipeg. Grato pelo adendo.
      Mesmo assim, a ordem dos Castores não altera a Colônia! (risos).

  4. E o Brasil sempre atrasado. Quanto tempo demorou para criarem o ramo das escoteiras aqui. UEB, evolui por favor!!!

  5. Wunsch está se revelando um escriba de primeira. Um compilador de informações sobre o tema castores. è oportuno pedir-lhe os links dos três documentos GOOGLE DOCS disponíveis para se ter u1a melhor visão panorâmica da possibilidade “CASTORES”.
    Por outro lado, consultando este blog, se poderá obter o link de um blog o qual, entre outras coisas, demonstra como e *a quanto tempo* o responsável legal pelo “CêMat” (entre os íntimos..) ja pensa e se instrui sobre o tema.

  6. O RETORNO DOS CASTORES COM CERTEZA IRA AUMENTAR O NUMEROS DE ESCOTISTA NO GRUPO POIS PAIS QUE VÃO LEVAR OS MAIORES E TORNAM-SE CHEFES VAI AGORA TAMBEM A MÃE,AVÓ,TIO E IRMÃOS MAIS VELHOS PARA TRABALHAR OS PEQUENINOS QUE NÃO SÃO TAÕ PEQUENOS ASSIM,É A NOVA GERAÇÃO.SE A UEB/UEL FIZER UMA PEQUISA COM OS PEQUENOS IRAM VER O RESULTADO,VAMOS TER MAIS FAMILIAS UNIDAS AO NOSSO METODO E NOSSA FRATERNIDADE.
    SEMPRE ALERTA PARA SERVIR
    CHE. PINGUIM-REAL.

  7. ROLANDO CITRANGULO 09/08/2013

    OI PESSOAL PORQUE RESPONDER SIM OU NÃO SE O MUNDO JA DISSE SIM PORQUE NÃO NOS REUNIMOS E MUDAMOS O OBJETIVO DESSA DISCUSSÃO PARA O QUE DEVEMOS FAZER PARA IMPLANTAR O CASTORISMO NO BRASIL? ASEMBLEIA DO ESCOTISMO ESTÁ PRÓXIMA QUE TAL AGITAR A GALERA HOJE. APLIQUEI O PROJETO DE CASTOR NO MEU GRUPO POR 16 ANOS E NÃO TENHO DÚVIDA DE QUE É SIM A RESPOSTA NO ENTANTO NÃO AGUENTO MAIS VER DEBATES E OPINIÕES AS MAIS DIVERSAS A RESPEITO DE CASTOR.
    ENFIM QUE TAL PARAR DE FICARMOS OUVINDO OPINIÕES UNS DOS OUTROS A RESPEITO DE CASTOR E OBJETIVAR A ÚNICA COISA QUE PRECISA SER FEITA QUE É IMPLANTAR MAIS UM RAMO O “CASTOR” NO ESCOTISMO. SE FOR ESSE SEU OBJETIVO QUE TAL FORMAR-MOS UM GRUPO USE INICIALMENTE MEU EMAIL rolandocitrangulo@hotmail.com ATÉ CONSEGUIR UM EM COMUM.

  8. Caro Citrangulo e demais estudiosos da “possibilidade castores”. Em uma lista de discussão escoteira, generica o tema “CASTORES” vem a tona (ôpa! ) com frequencia. Não se dá resposta mas se aplicam paliativos ou singelas remessas da bola para fora do campo.
    Vamos sempre buscar a bola e a colocamos em campo. Entendemos que:a ) o estudo apresentado “perdeu-se” ou “foi perdido” ou ” á epoca não tinhamos a cultura da internet”; e
    b) uma das Autoridades escoteiras á época foi consultada e nem devolveu resposta. Soube-se do e.mail de uma outra Autoridade escoteira á época mas ai achamos que é demais….
    No interim… alguma das pessoas listadas na “CASTORES” ja abandonaram seus e.mails e, portanto é nulo o esforço em contatá-las. Outras se enfastiaram ou do tema ou da atenção que teriam recebido.
    Ha a variavel “vida” que interefere nos voluntários e é mais urgente tomar conta da propria Familia ( justissimo !!) do que ir pensar na familia de terceiros.
    Assim sendo “agitar” é bom.. mas “galera” .. não se sabe que nela se senta para remar e se estejam proximos de residencia para o propalado encontro necessário ao mutuo conhecimento e eventual comprometimento.
    Ouvir a opinião um do outro é “fazer ponte” Ouvindo se é ouvido.
    Orientemos nossos e.mails sempre em duplicata, no esqueceno a lista CASTORES ou no impedimento: a solução democrática, bem povão: a lista FLOR DE LIS.
    Boas nadadas

  9. Há um grande equivoco nesta página. O primeiro grupo escoteiro em São Paulo que estudou, implantou e levou a proposta do Ramo Castor para a UEB foi o GE Paineiras, 224/sp desde 1986. Em 1988, o GE Jabuti 108/SP foi fundado já com uma Colônia completa e desde então tem sido o grande impulsionador da abertura de outras Colônias. O Caoquira copiou a historia do Castorismo da página do GE Jabuti.

  10. Boa noite, pessoal….

    Gostaria de fazer a defesa da criação do Ramo de Castores e, para tanto, cito o exemplo vivenciado em nosso grupo.

    Sou chefe, mãe de um “castorzinho” ele tem 4 anos e outros 3 filhos… e juntamente comigo, possuíam outras mães, do grupo (6) que trabalham no grupo e tínhamos o maior problema porque as crianças, durante a reunião do GE, ficavam “soltas”, ou então acabavam se inserindo nas atividades dos outros ramos, normalmente dos lobinhos. O que é muito pior, pois acabavam participando de atividades totalmente inapropriadas para eles, e ainda atrapalhavam os maiores. Outra situação já citada acima, mas que merece reforço é de que Poderíamos ter muito mais adultos voluntários (pais de apoio), mas aí acaba que um participava e o outro (pai ou mãe) acabava ficando de fora para cuidar do seu pequeno, e quando das reuniões externas ou atividades especiais, não podíamos contar com nenhum dos dois, pois um não queria deixar o outro em casa cuidando do filho e acabavamos perdendo os dois (pai e mãe). Com certeza se o casal participasse teríamos um efetivo muito maior de adultos voluntários… está na hora do CAN reapresentar a proposta… SAPS!!!!

  11. Discutimos o assunto de criar o ramo castor em nosso grupo,agora estou em busca de informações.faz-se necessario mais este ramo no movimento,precisamos despertar mais cedo a cidadania e patriotismo em nossos jovens.

    1. Senhor Saloni Gnoatto da Silva – O especial amigo poderá acompanhar algo mais sobre os castores por intermédio do Facebook. Por gentileza, use gianvalente@gmail.com eis que tais dados poderão serem voláteis e não desejo deixar más marcas neste timo meio de comunicação.

  12. Na Austrália, na Associação filiada à WOSM, não são castores, se não “Joeys”, que é o pequeno canguru…. eles possuem extenso material sobre o tema.

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