Quando o escotismo francês assumiu um lado nas eleições presidenciais.

Todos os dias ganhamos (os escoteiros) oportunidades de nos posicionarmos e as perdemos. Nos últimos anos, foram aprovadas medidas que afetam diretamente a juventude, como a Reforma do Ensino, o congelamento de investimentos públicos, e atualmente existe até um levante de um nacionalismo perigoso que tem se pautado pela anulação do próximo como solução dos problemas. E o nosso atual silêncio, além de deseducador, faz com que nos distanciemos ainda mais da sociedade. Em nenhuma parte do mundo a neutralidade ajudou a construir um mundo melhor ou ajudou na emancipação da juventude, mas a fomentar uma adaptação servil por medo de tomar posições e ter um lado.

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Alteração provisória do 1º artigo da Lei Escoteira e sobre o “escotismo tradicional”.

Muitos adultos acreditam que o escotismo mundial foi fundado no Brasil e que a ilha de Brownsea fica em Santa Catarina. Ou, no mínimo, que o caráter “tradicional” dos escoteiros é íntimo daquilo que viveram em suas próprias infâncias e, ao mesmo tempo, apontando que a juventude atual é incapaz de vivenciar o escotismo como quando – suspiros – todos nós éramos crianças.

Estes escotistas não são os culpados de pensarem assim. Somada às modificações pelas quais, de fato, passou o escotismo brasileiro não só agora, mas desde que chegou ao país, temos um sistema de formação que sempre se mostrou deficitário e, claro, uma idealização da nossa própria juventude. Provavelmente eu consideraria como “bom” e “tradicional” o escotismo realizado na década em que fui membro juvenil e o defenderia como o “verdadeiro escotismo”. Mas não é bom cair nesta armadilha.

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O desfecho da eleição para a DEN foi um dos piores episódios do escotismo brasileiro.

Nenhum escotista que acredite no movimento como opção de desenvolvimento para a juventude e nem mesmo nenhum jovem que queira transformar este mundo deveriam reconhecer a futura Diretoria Executiva Nacional como legítima.

Se o que aconteceu nestes últimos dias pudesse ser encaixado em uma cena de Game of Thrones, veríamos a “nova” DEN caminhando por uma rua lotada de associados gritando “shame, shame”.

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Depois de semanas de manobras, eleições para a DEN acontecem hoje…ou não.

Neste momento, o palco está preparado para reunião do CAN em que se elegerá a próxima Diretoria Executiva Nacional.

A esta altura, já é inegável que a instituição encontra-se colapsada. Em totalidade pelas manobras perpetradas por todo o conjunto do CAN, que deixou claro que o desenvolvimento do escotismo, a adesão da juventude e o trabalho escotista são assuntos secundários se comparados à manutenção de cargos. A situação atual nos mostra que o CAN já não é capaz de atuar de forma imparcial e para o bem do escotismo brasileiro, e que a próxima gestão – escolhidas pelos próprios conselheiros – sofrerá da mesma ilegitimidade.

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O antiescotismo.

Sempre foi dito que estes senhores não representam ninguém; que por trás de jargões escoteiros, slogans e frases de efeito, são pautados por uma política alheia ao desenvolvimento do escotismo, muito mais próxima aos seus próprios interesses pessoais.

Por outro lado, todos aqueles que advertiam sobre as manobras dos órgãos diretivos eram chamados de “radicais”, “antiescoteiros”, “anti-UEB” e por aí vai.

Este espaço mesmo, o Café Mateiro, foi acusado de belicoso, de especulativo e de “pasquim” por cabos eleitorais das direções.

Mas o tempo passa. E, hoje, seria interessante que estes mesmos senhores aparecessem por aqui para, diante deste cenário, apontar quem são os “antiescotismo” do movimento escoteiro.