O novo material direcionado aos adultos no escotismo precisa ser discutido.

A direção nacional, por intermédio de suas equipes, começa a lançar materiais das novas diretrizes para gestão de adultos. A “novidade” é que agora se dará uma atenção para o sistema de “competências” – algo parecido ao que vimos há 20 anos no programa aplicado a jovens. Foi uma demanda centralizada pela WOSM para as regiões e NSOs. O primeiro resultado disso pode ser encontrado clicando aqui e aqui.

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Ricardo Machado, Yan Chen e o escotismo que vocês querem.

Na semana passada, 15/2, um rapaz chamado “Yan Chen” foi hostilizado por um escotista em redes sociais. Usando uma foto do rapaz, o escotista alterou sua imagem de perfil para fazer um trocadilho com a palavra “resistência”, trocando-a por “gaysistência”. Ademais, em outras publicações de Yan Chen, o escotista se dirige a ele como “lixo”, “va pra rua se manifestar otario”, “sabia que era bambi”, “vc ai de minas tem o que merece”, entre outros.

Este blog se solidariza com Chen e, ele querendo, pode usar este espaço para se manifestar em relação ao assunto.

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Ata secreta do CAN nos mostra um outro lado do conselho.

O ano passado, 2018, foi marcado não só pela eleição da nova diretoria executiva nacional (DEN), mas por todas as manobras que envolveram o pleito e os conselheiros do CAN, garantindo a vitória de uma das chapas e a desistência da outra.

A ata em que foi tratada esta eleição, a de número 92 (baixe e leia aqui), divulgada no site da associação nacional, deu a entender que foi um processo tranquilo, com observância da legalidade e dos ritos institucionais. No entanto, a ata fechada que circulou por e-mails de algumas regiões e distritos, e que finalmente chegou a este blog, nos mostra outra coisa. Este documento atesta que existem dois CANs: um que aparece no site e nas atas ordinárias que são publicadas, e outro que realmente governa nas entranhas das salas fechadas – impedindo que associados tomem ciência das decisões que realmente importam, que neste caso foi nada menos que uma eleição para uma diretoria.

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Quando o escotismo francês assumiu um lado nas eleições presidenciais.

Todos os dias ganhamos (os escoteiros) oportunidades de nos posicionarmos e as perdemos. Nos últimos anos, foram aprovadas medidas que afetam diretamente a juventude, como a Reforma do Ensino, o congelamento de investimentos públicos, e atualmente existe até um levante de um nacionalismo perigoso que tem se pautado pela anulação do próximo como solução dos problemas. E o nosso atual silêncio, além de deseducador, faz com que nos distanciemos ainda mais da sociedade. Em nenhuma parte do mundo a neutralidade ajudou a construir um mundo melhor ou ajudou na emancipação da juventude, mas a fomentar uma adaptação servil por medo de tomar posições e ter um lado.

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Alteração provisória do 1º artigo da Lei Escoteira e sobre o “escotismo tradicional”.

Muitos adultos acreditam que o escotismo mundial foi fundado no Brasil e que a ilha de Brownsea fica em Santa Catarina. Ou, no mínimo, que o caráter “tradicional” dos escoteiros é íntimo daquilo que viveram em suas próprias infâncias e, ao mesmo tempo, apontando que a juventude atual é incapaz de vivenciar o escotismo como quando – suspiros – todos nós éramos crianças.

Estes escotistas não são os culpados de pensarem assim. Somada às modificações pelas quais, de fato, passou o escotismo brasileiro não só agora, mas desde que chegou ao país, temos um sistema de formação que sempre se mostrou deficitário e, claro, uma idealização da nossa própria juventude. Provavelmente eu consideraria como “bom” e “tradicional” o escotismo realizado na década em que fui membro juvenil e o defenderia como o “verdadeiro escotismo”. Mas não é bom cair nesta armadilha.

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