A Associação Escoteira do Reino Unido lançou, pelo terceiro ano consecutivo, uma campanha chamada Grande Aventura (Big Adventure), cujo objetivo é incentivar os grupos a organizarem eventos, acampamentos, excursões e, assim, “recrutar” pais e adultos para o movimento escoteiro.
A campanha, pelo que podemos ver em seus textos e vídeos (abaixo), fala sobre a importância da participação dos pais no escotismo e, sobretudo, o que o escotismo pode oferecer a eles. Enfatiza a integração do adulto ao grupo não só em atividades pontuais, mas no suporte aos próprios escotistas, ajudando na gestão dessas atividades.
Vejam os vídeos, um deles apresentado por Bear Grills.
Enquanto isso…
Sabemos que o escotismo gira ao redor da premissa do “pergunte ao jovem” (com a ressalva de que se pergunta o que ele, o jovem, tem discernimento em responder), mas que sem os adultos o movimento não anda. Até arriscaria a dizer que quando há queda ou aumento de efetivo jovem no movimento escoteiro, sempre estão relacionados, de uma forma ou outra, à queda ou aumento de efetivo adulto.
É comum ver a inquietude de grupos escoteiros que têm como meta aumentar o número de jovens inscritos, mas não conseguem fazê-lo pela falta de voluntários. Paralelo a esse pensamento, é um paradoxo visitar os sites das instituições escoteiras, onde pouco ou nada se lê sobre incentivo aos pais e adultos para que sejam partes atuantes no movimento.
Repare que não só devemos apostar pela “captação” de pais, mas também daqueles adultos que circundam a sede do grupo, por exemplo, e que fazem parte do bairro onde ela se encontra.
Uma ideia.
Como vimos no site da associação britânica, não é só de chefes de tropa que está feito o escotismo. Aos adultos, pais, mães, podemos oferecer-lhes uma infinidade de atrativos dentro de um grupo para que eles também preencham seu tempo livre. Poderíamos, por exemplo, incentivá-los a que atuem no grupo como instrutores de especialidades, conforme suas profissões ou temas que por eles sejam dominados . Ou podemos deixar, nos dias de atividade, a cantina do grupo sempre aberta para que possam confraternizar. Podemos sugerir que ministrem workshops em assuntos relacionados a sua profissão; podemos incentivar uma mãe que seja especialista em artesanato e bordado, por exemplo, a que ensine o ofício a outras mães, e assim por diante.
Pouco a pouco, e por intermédio dessas atividades, conseguimos a participação constante dos adultos dentro do grupo escoteiro, fazendo com que fiquem mais perto e sejam mais participativos em sua gestão. Além de “ganhar” a participação desses adultos, liberaríamos, dessa maneira, o escotista de outros afazeres para que se dedique exclusivamente à instrução da tropa.
